sexta-feira, março 24, 2017

Zombies dançantes

Notícias de Los Angeles: OWSLA é o nome de uma editora que se dedica, em especial, à música de dança e ao hip hop, com derivações mais ou menos experimentais. HOWSLA serve de título a uma antologia da editora, com lançamento agendado para 5 de Maio. O seu cartão de visita é o tema I Want You, do DJ escocês Chris Lake, em teledisco com assinatura NORTON.
Digamos, para simplificar, que já há algum tempo não víamos um clip tão radical, e também tão sobriamente elegante, na encenação da proximidade da morte através da música — se os fantasmas de The Walking Dead dançassem, o resultado seria este.

quinta-feira, março 23, 2017

A IMAGEM: Super Bock, 2017

SUPER BOCK
Gastámos tudo em copos
22 Março 2017

Copos, mulheres, a Europa e as palavras

Jeroen Dijsselbloem e Jean-Claude Juncker
I. Leio nas notícias uma frase que, creio, importa reter. Tem a ver com as palavras proferidas por Jeroen Dijsselbloem, presidente do Europgrupo, considerando que os países do sul pedem ajuda depois de terem gasto "todo o dinheiro em copos e mulheres". Assim, Jean-Claude Juncker, presidente da Comissão Europeia, comentou a reacção do primeiro-ministro português, esclarecendo: "Relativamente às declarações que o presidente do Eurogrupo fez, e tendo em conta que o primeiro-ministro português, o meu amigo António (Costa), acaba de nos convidar a pedir ao senhor Dijsselbloem que se demita, gostaria de dizer numa frase que acredito que aquilo que o senhor Dijsselbloem parece ter dito não reflecte o que ele pensa no fundo".

II. Pasmo perante o silêncio ensurdecedor com que foi recebida esta explicação (?) de Juncker. Vivemos num ambiente "social" em que, por exemplo, se um modesto crítico de cinema se atreve a lembrar que os mecanismos de montagem do cinema de Alfred Hitchcock (em particular a aplicação do chamado "plano subjectivo") envolvem uma filosofia do espectáculo enraizada na interrogação crítica da moral do próprio espectador, tanto basta para que seja insultado na praça pública como um troglodita que só quer "complicar" aquilo que toda a gente "percebe"... Ao mesmo tempo, depois de Dijsselbloem nos reduzir a bêbedos e machistas, Juncker vem informar-nos que se trata apenas de uma avaliação errada da candura intrínseca da sua linguagem — e ninguém diz nada...

III. Decididamente, um dos problemas de fundo da Europa é a sua linguagem institucional — entenda-se: a consistência do seu discurso cultural, sendo a cultura não a ópera a passar no horário nobre das televisões, mas sim o sistema de valores que nos unem ou podem unir. É certo que a Europa é uma ideia admirável cuja defesa implica que não cedamos aos demagogos, de direitas e esquerdas, que apelam a uma espécie de exílio utópico do país. Em qualquer caso, será que tal visão implica que tenhamos chegado ao ponto em que, além de suportarmos a frivolidade irresponsável de alguns actores da cena política, tenhamos que decifrar aquilo que, no fundo, eles pensam? É muito simples resumir o problema: através daquilo que parece ter dito ou daquilo que pensa, Jeroen Dijsselbloem não pertence a nenhuma Europa em que possamos cultivar a difícil arte do diálogo — mesmo que Jean-Claude Juncker nos queira transformar em semiólogos do intolerável.
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* NOTA - Quando Portugal integrou a Europa [1985], houve quem fosse rotulado de perigoso "intelectual" por lembrar duas dúvidas de fundo, inerentes à dinâmica global das instituições europeias. Por mera pedagogia, vale a pena recordar tais dúvidas. A saber: primeiro, uma união económica é essencial, mas não basta, para consolidar uma união política; depois, nenhuma união económico-política se organiza, enriquece e diversifica sem pensar o espaço cultural e os laços que nele, ou através dele, se podem estabelecer.

À espera do terceiro álbum dos San Fermin

Os magníficos San Fermin, banda novaiorquina do multifacetado Ellis Ludwig-Leone, têm um novo álbum, Belong, com lançamento marcado para 7 de Abril. Será o terceiro, depois de San Fermin (2013) e Jackrabbit (2015) — eis a canção-título em formato lyric video.

quarta-feira, março 22, 2017

Ecrãs [citação]

>>> Pela minha parte, escolhi proteger-me o mais possível. Nem tenho de me forçar a isso, detesto tudo o que abole a fronteira entre o público e o privado. É assim mesmo, está na minha natureza, direi mesmo: é a minha norma. Sinto-me aterrorizada pelas redes sociais e os rumores que propagam. Detesto a exposição íntima. Nunca abri a minha porta, para uma reportagem, às câmaras de televisão. Não faço tweets, mostro tanto menos as minhas fotografias de família ou de férias no Facebook quanto não tenho conta no Facebook, e limito ao estrito mínimo as minhas trocas informáticas. O que há de odioso no mail, é que é intrusivo e exige uma resposta imediata. Como se eu passasse os meus dias em frente de um ecrã! O meu trabalho consiste em estar num ecrã, não em frente.

CATHERINE DENEUVE
"Dieu sait que j'adore tourner, mais..."
L'Obs, 19 Março 2017

Basebol em Boston

É bem verdade que o basebol é um desporto distante dos nossos hábitos — e até, para muitos de nós, do mais básico conhecimento. O que, entenda-se, não impede que o seu visual nos seduza de forma muito particular. Um bom exemplo desse poder de sedução poderá ser o portfolio de Stan Grossfeld, do jornal The Boston Globe, dedicado aos treinos da equipa dos Red Sox — ao todo, são 19 imagens, disponíveis no blog fotográfico do jornal, 'The Big Picture'.

terça-feira, março 21, 2017

Bill Evans inédito

Bill Evans (piano), Eddie Gomez (contrabaixo) e Eliot Zigmund (bateria): em todo o seu esplendor, reencontramos The Bill Evans Trio no recentíssimo lançamento de um concerto nunca editado. O álbum chama-se A Monday Evening e foi gravado a 15 de Novembro de 1976, no Union Theater, em Madison, Wisconsin — eis Time Remembered.


>>> Site oficial de Bill Evans.

Dois cineastas no MAAT

Cinema conjugado em forma de exposição, ou a saga contemporânea dos ecrãs: este texto foi publicado no Diário de Notícias (19 Março), com o título 'Dois cineastas resistentes'.

Apichatpong Weerasethakul e Joaquim Sapinho. Um tailandês, um português. Dois cineastas uniram-se para criar a exposição “Liquid Skin”, patente na Sala das Caldeiras do Museu de Arte, Arquitectura e Tecnologia (MAAT), até 24 de Abril. Aliás, a simples designação de “exposição” é discutível, no sentido em que o fascínio da arte passa sempre pela capacidade de desafiar as regras comuns da nossa percepção.
O aproveitamento da imponente estrutura das caldeiras, seus recantos, escadas e tubagens expressionistas, apela à noção de “instalação”, embora transcendendo-a. Mas os materiais específicos da exposição são, em última instância, de natureza cinematográfica. Dito de outro modo: os cineastas arquitectaram uma cena audiovisual (e a palavra cena deve ser pronunciada com todo o seu sabor teatral) em que fragmentos de filmes desenham um mapa de singular intimidade.
São filmes, de facto, eminentemente pessoais (no caso de Sapinho, há mesmo imagens de um projecto em desenvolvimento sobre memórias da sua família). São filmes que se oferecem ao visitante/espectador como capítulo incompletos de um ensaio sobre a própria dificuldade, de uma só vez logística e poética, de dar a ver o que pertence aos domínios mais pudicos do viver em comum.
Tudo isto envolve um calculado modo de expor, numa dramaturgia de contagiantes paradoxos. Assim, as imagens de Sapinho combinam a sensação de privacidade com o minimalismo das dimensões, projectando-se nas próprias matérias metálicas do cenário; por sua vez, Apichatpong faz-nos sentir mais pequenos que as próprias imagens, reforçando a pergunta que circula por todo aquele espaço de mágica transparência: o que é ser (continuar a ser) um espectador?
A pergunta não pode ser reduzida a um mero questionamento interior. Importa mesmo lidar com a sua raiz mais funda — entenda-se: social —, por certo para além de qualquer perfil histórico ou psicológico do próprio espectador. Dito de outro modo: “Liquid Skin” é também produto deste tempo de delirante proliferação de imagens. O ecrã deixou de ser a marca sagrada do cinema. Para mal dos nossos pecados, desde os omnipresentes telemóveis até às fachadas dos edifícios, tudo pode ser ecrã.
Apichatpong e Sapinho colocam-se numa posição de resistência. A saber: se tudo pode ser ecrã, então cada um de nós deve obrigar-se a não desvalorizar a singularidade do seu olhar, a verdade do seu corpo. São resistentes em nome da arte? Talvez. Acontece que esta é também uma forma nobre de fazer política.

Natalie Portman + James Blake

O terceiro álbum de estúdio de James Blake, The Colour in Anything, tem um novo teledisco, protagonizado por Natalie Portman. Poucos dias antes do nascimento do seu segundo filho, Portman foi filmada por Anna Rose Holmer, numa encenação do tema My Willing Heart — ou como a mais genuína intimidade envolve uma delicada arte do corpo e do espírito, nada tendo a ver com o horror quotidiano da reality TV.

Quem é Sonia Braga?

Aquarius é um filme brasileiro, centrado numa mulher que resiste a uma empresa de imobiliário, com uma tocante dimensão universal — este texto foi publicado no Diário de Notícias (16 Março), com o título 'A música de Sonia Braga'.

Não há cidadão português, maior e vacinado, que não saiba dizer que as telenovelas começaram em Portugal com Gabriela. Quatro décadas depois, a memória persiste e é evocada com naturalidade e automatismo, acrescentando-se sempre que a personagem saída do romance de Jorge Amado transformou a respectiva intérprete, Sónia Braga, num fenómeno ímpar de popularidade dos dois lados do Atlântico.
Caímos em 2017 e, perante a estreia do filme brasileiro Aquarius, protagonizado pela mesma actriz, podemos perguntar porque é que tão mítica memória não está a gerar um fenómeno mediático de gigantescas dimensões, capaz de desafiar a omnipresença das guerras entre Benfica, Sporting e F. C. Porto... A resposta é simples e todos a conhecem (mesmo se muitos se esforçam por recalcá-la): a telenovela não passa de um registo formatado, concebido para consumo automático e repetitivo, alheio a qualquer consciência crítica da televisão (e ainda menos do cinema). Dito de outro modo: a telenovela não gera estrelas, mas apenas “famosos” (a palavra tornou-se, aliás, um instrumento ideológico de celebração da futilidade).
É pena. Desde logo porque, no papel de uma mulher que não quer abdicar da sua casa no Recife, resistindo à especulação imobiliária que atinge a zona em que vive, Sónia Braga é brilhante, expondo desencanto e alegria com igual transparência — creio mesmo que o facto de interpretar alguém que dedicou grande parte da sua vida profissional à crítica de música não funcionará como trunfo mediático para o mundo em que vivemos... Isto sem esquecer que o filme escrito e dirigido por Kleber Mendonça Filho nos faz lembrar uma verdade pouco popular em Portugal. A saber: no domínio das narrativas audiovisuais, o Brasil não é habitado apenas por autores de telenovelas.

domingo, março 19, 2017

A personagem gay
de "A Bela e o Monstro"

A. Onde irá parar a agitação em torno da homossexualidade da personagem de LeFou, interpretada por Josh Gad na nova versão de A Bela e o Monstro? Bastou que o realizador, Bill Condon, tivesse declarado à revista Attitude que LeFou tem direito a um "momento gay" para que se instalasse um aparato de "detecção" sexual que parecia condenado apenas ao mais básico ridículo... Mas não, o fenómeno cresceu, havendo salas nos EUA a resistir à exibição do filme e até uma exigência de corte de uma sequência na Malásia (hipótese, importa sublinhá-lo, liminarmente recusada pela Disney). O próprio Bill Condon, em entrevista ao site 'Vulture', já declarou que se tratava de um "pormenor", revelando-se "farto" do assunto.

B. O mais bizarro em tudo isto é que (quase) ninguém lembra que toda esta agitação só pode ser explicada através do exacerbar de uma questão de detalhe num grande drama "social" — as redes virtuais e alguma imprensa são os protagonistas do costume. Será que cada vez que surgir em algum contexto narrativo uma personagem inesperada (ou atípica nesse contexto), vai ser preciso fazer "teoria" sobre o assunto? Será que vamos ceder à ideia (?) segundo a qual a importância das narrativas depende da gravidade (!) dos seus assuntos? Corremos o risco de, também aqui, deixar triunfar a mentalidade normativa e cínica dos argumentistas da mediocridade telenovelesca que gostam de proclamar que convocam temas muito "sérios"... Que temas? A homossexualidade e o aborto...

C. Fenómenos deste género arrastam sempre o mesmo tipo de efeitos redutores. A saber: a partir do momento em que a personagem de LeFou surge envolvida numa espécie de batalha ideológico-sexual, a primeira coisa que se apaga é a singularidade do seu comportamento no interior do próprio filme — desvirtua-se o filme para promover um "debate" sobre coisa nenhuma. Entenda-se: não se trata de reconhecer, muito menos de "demonstrar", que LeFou é (ou não é) homossexual — aliás, se for, qual é o problema? Trata-se, enfim, de lhe reconhecer o direito a existir como personagem, seja qual for a sua sexualidade.

A epopeia dos hamburgers

Como nasceram os restaurantes McDonald's? A história, épica e desconcertante, surge agora contada num filme de grande concisão, protagonizado por Michael Keaton — este texto foi publicado no Diário de Notícias (9 Março).

Que faz um consumidor típico dos restaurantes McDonald’s? Mantém-se fiel ao hamburger clássico? Ou procura a melhor conjugação de elementos para encomendar o menu mais económico? Arrisca nos desvios pelos pedaços de frango ou, heresia máxima, os filetes de peixe? Ou abraça o radicalismo biológico e só encomenda a variante vegetariana? Todas essas perguntas podem ser condensadas numa perplexidade filosófica que o filme O Fundador condensa com especial acutilância dramática e inteligência narrativa. A saber: de que falamos quando falamos do McDonald’s?
O primeiro mérito do filme dirigido por John Lee Hancock decorre da sua recusa de qualquer digressão “panfletária” (recorde-se que na sua filmografia encontramos, por exemplo, Ao Encontro de Mr. Banks, um curioso retrato de Walt Disney). Agora, não se trata de visar quem consome “muito” ou “pouco” do menu do McDonald’s. Trata-se, isso sim, de elaborar uma crónica ao mesmo histórica e psicológica sobre a personagem fascinante do fundador de um império gastronómico que, nos nossos dias, ultrapassou os 35 mil restaurantes em cerca de 120 países.
Aliás, a definição de Ray Kroc como “fundador” da marca McDonald’s é uma ironia sugestiva que, desde logo, o título propõe. Tudo começa em 1954 quando Kroc não é mais do que um esforçado vendedor de máquinas para fazer batidos de leite, conseguindo, aqui e ali, colocar uma modesta unidade do seu produto... Até que, um dia, recebe uma encomenda de um restaurante da cidade californiana de San Bernardino: os respectivos gestores, os irmãos Maurice e Richard McDonald, não querem uma batedeira, mas sim seis! Aliás, oito!
Quando visita aquele que é, para todos os efeitos, o primeiro restaurante identificado como McDonald’s, Kroc fica siderado pelo racionalismo, eficácia e qualidade de oferta do empreendimento. Os dois irmãos inventaram um sistema de confecção e venda que, além do mais, garante uma excepcional velocidade de atendimento. Verdadeiro empreendedor com apurado faro para o negócio, Kroc não quer vender mais batedeiras — o seu objectivo será a criação de uma sociedade a três, visando o crescimento daquele modelo de restaurante para todos os recantos dos EUA e, por fim, para todo o planeta!
Evitando revelar as peripécias do processo, por vezes irónico, muitas vezes dramático, digamos apenas que o crescimento da empresa McDonald’s nem sempre correspondeu à felicidade regional de Maurice e Richard. E que a saga de Kroc ilustra, afinal, as maravilhas e assombramentos do mais puro desenvolvimento capitalista, tendo sempre a utopia do “Sonho Americano” em pano de fundo.
Acima de tudo, a realização de Hancock sabe preservar um tom em que a dinâmica dos cifrões nunca se sobrepõe ao conhecimento real das personagens com todas as suas singularidades e contradições. No papel de Kroc, Michael Keaton oferece-nos uma composição de deliciosas convulsões. É um menu que chegou a ser tido como um bom trunfo para os Oscars — falhou por completo mas, com ou sem ketchup, vale a pena saboreá-lo.

Chuck Berry (1926 - 2017)

Pioneiro do rock'n'roll, é um símbolo universal da sua energia e criatividade: Chuck Berry faleceu em sua casa, em St. Charles County, Missouri, no dia 18 de Março — contava 90 anos.
Charles Edward Anderson Berry nasceu no seio de uma família de St. Louis, Missouri, desde muito cedo dando provas das suas aptidões musicais. O seu primeiro sucesso, Maybellene, surgiu em 1955, acabando por integrar a lista de canções pioneiras do rock'n'roll. Roll Over Beethoven (1956), Rock and Roll Music (1957) Johnny B. Goode (1958), No Particular Place to Go (1964) e Nadine (1964) são apenas alguns dos seus temas mais lendários, decisivos para essa colisão entre a tradição country, a inspiração do blues e a nova electricidade das guitarras que, mais do que um "estilo" musical, definiu toda uma nova postura cultural e anímica.
Os Beatles e os Rolling Stones foram apenas alguns dos que reconheceram em Chuck Berry um pioneiro e uma fundamental influência. Em boa verdade, a sua obra transfigurou todo o cenário artístico e comercial da música popular, reflectindo transformações de comportamentos, questionamento de valores e, no limite, um novo conceito social de juventude.
A canção Johnny B. Goode integra o "disco dourado" da nave espacial Voyager, lançada em 1977 (a par de temas extraídos de A Sagração da Primavera, de Igor Stravinsky, ou do Cravo Bem Temperado, de Bach, por Glenn Gould). Em 1984, recebeu um Grammy de carreira. O seu reconhecimento no Rock & Roll Hall of Fame deu-se em 1986. A 18 de Outubro do ano passado, data do seu 90º aniversário, anunciara a edição de um novo álbum, o primeiro desde Rock It (1979) — intitulado Chuck, o seu lançamento está previsto para 2017.

>>> Notícia da morte de Chuck Berry na CNN;  duas interpretações ao vivo: Hoochie Coochie Man (tema de Willie Dixon gravado originalmente por Muddy Waters); Nadine, com a participação de Keith Richards.






>>> Obituário: New York Times + Rolling Stone + Le Monde.
>>> Chuck Berry no Rock & Roll Hall of Fame.
>>> Chuck Berry na lista dos '100 maiores guitarristas' [Rolling Stone].
>>> Roll Over Beethoven na Biblioteca do Congresso.
>>> Site oficial de Chuck Berry.

sábado, março 18, 2017

A IMAGEM: Ben Toms, 2017

BEN TOMS
Sara Grace
Vogue [China], Fevereiro 2017

Os representantes do povo [citação]

>>> "Democracia representativa" é uma expressão mais que equívoca. Veicula a ideia falsa de um povo já constituído que se exprimiria escolhendo os seus representantes. Ora, o povo não é um dado que pré-exista ao processo político: é o seu resultado. Um determinado sistema político cria o povo, e não o contrário.

JACQUES RANCIÈRE
Entrevista / L'Obs
12 Março 2017

sexta-feira, março 17, 2017

O prazer de Feist

O quinto álbum de estúdio da canadiana Feist chama-se Pleasure e chega a 28 de Abril. O tema-título instala a ilusão de uma balada para se derramar num rock agreste, romântico q. b. — em nome de uma verdade íntima, ficção ou sonho.

Get what I want
And still it's a mysterious thing that I want
So when I get it
I make sense of a mysterious thing
'Cause I've taken flight on such a serious wing
I, and you are the same and
Either fiction or dreaming

We know enough to admit
[...]

It's my pleasure
And your pleasure
[...]

Oh, an echo calls up the line
An indication of time
Our togetherness
That is how we evolved
We became our needs
Ages up inside
Escaping similar pain
Dreaming safe and secure
Generations in line
Old and then the youth
Come to meet or fade
A chromosomal raid
Built by what we got built for
As much as what we avoid
So the mystery lifts

We know enough to admit
[...]

It's my pleasure
And your pleasure
It's my pleasure
And your pleasure
That's the same
That's what we're here for!
[...]